Arquivo da categoria: Crónica

Até já

Excelentíssimas pessoas e felinos,

É com enorme pesar que informo que a equipa do Miau Miau Glu Glu, composta na sua totalidade por uma pessoa, vai fazer uma pausa de publicações neste blogue. É previsível que voltemos em 2017, mas num futuro próximo, têm a nossa autorização para estar com outros blogues. Nós compreendemos!

Se o Trump mergulhar o mundo no Apocalipse, tal como profetizado pelos cães de Ricardo Araújo Pereira, não se esqueçam desta máxima: disparem primeiro, perguntem depois! #zombiesgluglu

Até breve.

Aqui há Cat #3 – Bruxismo

BRUXISMO – por Catarina Matos

Duas más notícias: uma, sofro de bruxismo (aquilo de fazer ruído com os dentes durante a noite). A outra má notícia é que não me lembro onde estacionei a vassoura.

Agora a sério, porque é que uma pessoa quando faz coisas a dormir, elas são sempre coisas inúteis? Falar durante o sono, tudo bem, mas pelo menos vamos citar grandes pensadores em vez de gritar “OS ÍNDIOS NÃO SABEM USAR O MICROONDAS!”. Continue a ler Aqui há Cat #3 – Bruxismo

Formato Guifes #3 – Tecido Empresarial

FORMATO GUIFES #3 – “Tecido Empresarial”, por João Pinto.

Filipe Francisco Fajuto, Senhor director geral, chegou na reunião de terça, à análise final. Precisa a Lanificias, SA, nesta fase menos má, de um tremendo salto em frente em direcção ao cliente. Discursou então Filipe perante os seus managéres (na maioria homens que cochicham tal qual mulheres), que a solução perfeita era a aposta agora eleita de uma focalização franca no truço de malha branca. Aprovada então a medida de forma decidida em voto de unanimidade, começaram as reuniões, as conferências, decisões, para aplicar com rigor a decisão do “sôtor”. A grande questão era agora, saber sem mais demora, qual seria hoje em dia o elemento mais-valia a aplicar no bikini. “Olha lá, espera aí” disse logo o Sr. Fajuto, “eu também estou a ser bruto, já está tudo orientado. Se o tecido é todo igual, e o reforço é tal e qual, o nosso diferenciador fantástico vai residir no elástico!”

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Formato GUIFES #2 – Feri(d)as

FORMATO GUIFES #2 – Feri(d)as, por João Pinto

Última semana de maio – Com os exames marcados para o fim de Maio, os professores deixam de dar matéria por esta altura. Os meninos andam cansados mas felizes porque acabaram as aulas. Yeah! A seguir, e até ao fim oficial das aulas, é descanso activo para todos. Os avós vão ansiosamente buscar os meninos à escola. Os pais esforçam-se por dividir equitativamente o tempo que os meninos passam com os avós paternos e maternos, avaliando os progenitores em rácios como “tempo-no-tablet/tempo com os avós” e “quantidade de açúcar/quantidade de comida”. Tempo ao ar livre é considerado uma mais-valia. Os avós esforçam-se por serem bem avaliados para obter a preferência dos filhos. A devolução dos herdeiros aos pais é um processo que leva entre 30 a 40 minutos e seis bolachas para o caminho. Continue a ler Formato GUIFES #2 – Feri(d)as

Formato Guifes #1

“O MUNDO ESTÁ ESTARRECIDO”, por João Pinto

Trump já é candidato. Erdogan ditador de facto.

O que têm em comum os reis do telejornal no segmento “estrangeiro”? A busca pelo dinheiro. Erdogan e Trump, fundamentalistas encapotados, não de deuses diferentes e cada um para seu lado, mas de um deus unificante, que com mais ou menos turbante, motiva tanto o senhor de Istambul como o representante da américa azul.

O dinheiro, senhores. Continue a ler Formato Guifes #1

Aqui Há Cat #2 – Sobretudo sobre mim

SOBRETUDO SOBRE MIM – por Catarina Matos

Tive uma infância muito divertida. E ainda estou a ter.

Fui uma adolescente não muito rebelde. Até porque nem sequer andava a fazer aquelas parvoíces tipo fumar às escondidas, por exemplo. Quando quis experimentar um cigarro, sentei-me com o meu pai na sala e disse-lhe que queria experimentar. Fumámos juntos apesar de eu estar tão nervosa que aquilo nem me soube a nada. Achei aquilo o máximo. Lembro-me de dizer aos meus amigos em pensamento: “Ai querem ser rebeldes e diferentes? Fumem com o vosso pai na sala de estar em vez de ir para a casa de banho do café!”

Quando éramos miúdas, eu e a minha irmã costumávamos fazer um jogo durante os blocos publicitários da televisão, que era assim: nos primeiros segundos de um anúncio giro, quem dissesse “MEU” primeiro, ficava “dona” do anúncio “para sempre”. Isto foi muito útil para treinar os nossos reflexos e a nossa capacidade de andar a arrancar cabelos uma à outra ao domingo à tarde.

O papel do humor na minha família sempre foi de extrema importância: o meu pai e a minha mãe são bastante “piadistas” e a minha irmã é uma das razões pelas quais eu decidi rir-me em vez de chorar das situações menos boas, até porque eu raramente ganhava o jogo do “MEU!”… o melhor que eu tinha a fazer era rir-me e sacudir as peladas de cabelo.

Como é que eu podia ter sido uma adulta normal? Não podia. Só para que conste, aqui estão algumas coisas que a minha irmã me fazia:

Quando eu era pequena a minha irmã aparecia na sala, a meio de escovar os dentes, e saltava para cima de mim com a boca cheia de espuma de dentífrico, a dizer que tinha raiva.

Uma vez a minha irmã disse-me “gastas mais papel higiênico que uma múmia”. Sofri calada.

Mas tenho muita sorte. Porque a tenho a ela. Eu e a minha irmã somos como as sobrancelhas da Frida Kahlo: estamos sempre juntinhas. Eu e a minha irmã somos o oposto dos dentes da frente da Madonna: estamos sempre juntinhas.

Cumprimentos para a Família Matos.

 

Um sentido pedido de desculpas d’El Rey Hugo Rosa

Excelentíssimos cibernautas,

Venho por este meio apresentar um sentido pedido de desculpas. Enquanto criador do blogue Miau Miau Glu Glu e Rei deste pequeno domínio de internet, é para mim inaceitável ter passado um mês sem apresentar conteúdos que vos provoque a libertação de endorfinas. Posso garantir que já enforquei três aldeões e suas famílias, crianças incluídas, como castigo, apesar deles não terem nada a haver com a dita ausência de publicações.

A verdade é que tive uma oportunidade única e súbita de viajar por terras nunca dantes viajadas. Estive 6 semanas numa área do globo que eu próprio acabei de descobrir e a que dei o nome de Sudeste Asiático.

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Aqui há Cat #1 – Obrigada

“OBRIGADA” – por Catarina Matos.

Devemos agradecer todos os dias coisas importantes, como por exemplo, os controlos remotos continuarem a funcionar sem a tampinha das pilhas. 

Ser uma pessoa agradecida contribui para o nosso sucesso, segundo um estudo publicado na Forbes. Esta é daquelas frases que nos faz aceitar este tipo de coisas. É natural que haja quem não acredite nisto, mas eu acredito e sou pró-agradecimento. Passo a explicar porquê.

Pelo simples facto de tomar consciência que a vida nos corre bem, e pensar “afinal até sei andar nisto” é reconhecer as nossas vitórias. Aprendendo bem esse caminho, vai-se lá mais vezes! E eu sei que parece uma frase do Gustavo Santos (depois vou ter de tomar um banho com água a ferver só por ter escrito esta frase) mas experimentem inscrever o vosso músculo da gratidão no Crossfit.

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